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Zombies²

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Mensagem por † Lobo † em Seg 11 Mar 2013 - 14:58

Zumbis
No dia 12 de setembro de 1989, Wilfred Doricent de 17 anos reunia-se com sua familia em sua casa no sul do Haiti. É normal adolescentes irem embora de casa, mas com Wilfred foi diferente, esteve morto por 18 meses. Sua família assistiu ao seu enterro e possuía seu certificado de óbito.
Wilfred era um bom estudante e sua família o adorava. Porém em março de 1988, ficou gravemente doente e subitamente morreu. Seu corpo tinha inchado e exalava um odor tão insuportável que seu pai teve que apressar os procedimentos para o funeral.
Wilfred, no entanto, não estava morto. Sem que seu pai soubesse, ele havia transformado-se em um zumbi ou “morto-vivo”. Obedecendo o pedido dos inimigos do pai de Wilfred, que encontrava-se no meio de uma disputa territorial, um bokor (feiticeiro de vodu que pratica a magia negra), ministrou um poderoso coup poudre, um pó envenenado, que fez Wilfred entrar em coma. Pouco tempo depois foi declarado morto

Escravo zumbi
Na noite seguinte ao funeral, o túmulo de Wilfred foi violado e seu corpo retirado. O bokor deu a Wilfred uma droga feita com uma planta que os haitianos chamam de concombre zombi (pepino dos zumbis) e o fez voltar a si já sem a sua consciência plena. Logo depois, foi levado à uma fazenda nas montanhas onde trabalhou como escravo. Depois de 18 meses, ninguém sabe como, Wilfred voltou para sua assustada porém feliz família.
Depois , Wilfred contou a um amigo que havia estado completamente consciente de tudo o que lhe ocorrera, como os preparativos de seu enterro, mas não podia falar ou mover-se. Lembra como fecharam a tampa do caixão e ouvia sua família chorar enquanto o sepultavam no estilo taitiano: um túmulo de cimento sob a terra.
Depois do que lhe ocorreu, já não era Wilfred de antes. Sombrio e taciturno, às vezes ausentava-se sem motivo. Um médico que o examinou chegou à conclusão de que seu cérebro sofreu danos por falta de oxigênio quando foi enterrado vivo.
A história de Wilfred parece um roteiro de filme de terror, mas ele é somente mais um dos vários haitianos que foram transformados em escravos zumbis. Qual é a base do poder dos feiticeiros que permite a eles destruir pessoas sãs e fazer com que mortos voltem à vida?
O vodu está dominado pela crença nos loa: espírito da terra, do ar, do fogo, da água e dos ancestrais. Os seguidores do vodu acreditam que todos os aspectos da vida são uma manifestação de Deus, Le Gran Maitre, e agem como seus intermediários nas questões humanas.

O Morto-Vivo
Na crença vodu não há tormenta maior que a possibilidade de perder a alma, que é o que ocorre quando alguém transforma-se em zumbi. Depois da “ressurreição” feita pelo bokor,que deve ser realizada pouco tempo depois do enterro para evitar a morte por asfixia no caixão, os sentidos da pessoa transformada em zumbi estão entumecidos, além de padecer de falta de memória. A pessoa torna-se fácil de manipular e é utilizada como escrava em plantações remotas e em construções, que normalmente são propriedades de bokors sem escrúpulos.
Contudo, alguns zumbis conseguem escapar de seu cativeiro. Diz-se que o encantamento pode ser desfeito se o bokor que o possui morre ou se o zumbi toma sal.
Também, em certas ocasiões, a falta de oxigênio no caixão provoca muitos danos no cérebro e faz com que a pessoa torne-se inútil como escrava. Nesse caso, é abandonada nos bosques.
Não é fácil uma pessoa dessas retornar à sua anterior condição de vida. Diferente da afetuosa recepção dada a Wilfred Doricent quando voltou à sua casa, as famílias e os aldeões costumam rejeitar os zumbis que retornam aos seus lares. Temem que possuam aqueles que os prejudicam. Essas pessoas acabam levando uma vida de abandono e sua existência fica entre os reinos da vida e da morte.
Quando morre um parente, algumas famílias tomam uma série de precauções. Além da prática dos rituais para enviar o espírito do morto pelo caminho certo,a família costuma guardar sua cabeça antes de enterrá-lo, ou cravar uma estaca em seu coração para assegurar que não se transforma em um zumbi. Outra precaução consiste em costurar o corpo com tiros de bala.
A tetrodotoxina, 500 vezes mais potente que o cianureto e produzida em peixes teleósteos, é o ingrediente ativo do coup poudre, o pó vodu. Em pequenas quantidades, o tetrodotoxina produz uma paralisia total do corpo. Uma pessoa que tenha ingerido esse veneno pode ser facilmente considerada morta, ainda que mantenha seus sentidos.
Depois de 10 a 12 horas, a paralisia desaparece e se dá à vitima uma segunda dose que contém estramônio de datura. Trata-se de potente alucinógeno que também contém atropina, um antídoto da tetrodotoxina. Depois de padecer dos efeitos dos venenos, do medo, da confusão, e às vezes, da falta de oxigênio no caixão, a pessoa transforma-se, para todos os efeitos, em um”morto-vivo”.
"Segundo o folclore haitiano, um zumbi se cura ao ingerir sal. O que costuma acontecer então é que ele ataca o sacerdote que o criou ou volta para o local onde foi enterrado e morre. Ironicamente, a tetrodotoxina funciona bloqueando os canais de sódio nos músculos e células nervosas. Contudo, é improvável que a quantidade de sódio em um punhado de sal tenha qualquer efeito fisiológico sobre uma pessoa envenenada".

Receita do pó de zumbi
Uma ou mais espécies de baiacu, que normalmente contém uma neurotoxina mortal chamada tetrodotoxina;
uma espécie de sapo boi (Bufo marinus) haitiano, que produz inúmeras substâncias tóxicas;
um sapo de hyla (Osteopilus dominicensis), que produz uma substância irritante, porém não mortal; restos humanos.

Um poderoso veneno
O medo de transforma-se em zumbi demonstra como a feitiçaria vodu é poderosa. Porém,até que ponto? O antropólogo e etólogo Wade Davis realizou um grande estudo sobre o fenômeno zumbi. Acredita que partes das respostas está na poção venenosa que o bokor ministra à sua vitima para ativar o processo de “transformação em zumbi”. Esse veneno, feito com plantas venenosas e porções do letal sapo Bouga e do peixe baiacu é tão tóxica que basta absorvê-lo através da pele para que faça efeito.
Na opinião de Davis, alguns bokors vodu são especialistas em venenos, que sabem como dosar exatamente cada ingrediente mortal, para tornar o metabolismo das vítimas mais lentos,até o ponto de parecerem mortas. Se a dose for exagerada, não será possível “reanimar o cadáver”. Depois do enterro, o bokor força o túmulo e ministra um poderoso antídoto: o pepino do zumbi.
É possível que tudo veja verdade, mas não explica os encantamentos vodu que, para que façam efeito, baseiam-se em rituais ao invés de poções venenosas. Brian Lara, um grande jogador de críquete, no início de 1995, encontrou os arredores de sua casa semeados com estranhos pós, velas negras, cabeça e vísceras de galinha.
Pensaram que fosse obra de um praticante local de magia negra vodu.
Um excelente batedor, Lara, teve uma ótima temporada em 1994, porém na segunda não conseguiu realizar nada. Tratava-se da perda da forma física de um esportista ou do resultado do vodu?
Poucos questionam a relação entre a mente e corpo. Em seu livro Passage of Darkness (1988), Davis menciona que “inclusive os doutores mais tradicionais admitem o papel que a psicologia desempenha em nosso bem estar”. Mantém que o vodu parece funcionar por fazer parte da bagagem cultural dos haitianos: “Acredita-se que se pensamos algo intensamente, é muito provável que ocorra.” Porém, o que se pode dizer daqueles que não acreditam no vodu ou, ainda que façam parte de outro entorno cultural e que ainda assim forma vitimas de um exorcismo vodu?
Os devotos do vodu acreditam que o poder de sua fé afeta todos, independente de suas crenças. J. Gatty Dowling, advogado da Carolina do Sul, pôde perceber isso quando descobriu em sua casa uma raiz símbolo de um encantamento vodu. Pouco depois, sofreu uma apendicite, sua esposa pegou catapora com seu bebê, que também contraiu sarampo e, seu filho mais velho desenvolveu uma grave infecção respiratória. Coincidência? Talvez. Porém é impossível termos certeza.

Prisão perpétua
Um juiz de Nova Orleans, onde há uma comunidade vodu entre os imigrantes haitianos,não estava preparada para que averiguou e condenou um praticante de vodu à cadeia perpétua por tentativa de assassinato, sobre a base de que o réu havia obtido uma mecha de seu cabelo, com a intenção de aplicar-lhe um feitiço.
Os críticos argumentam que esse tipo de atitude apenas fortalece uma antiga superstição. Porém alguns pesquisadores do vodu possuem um ponto de vista mai amplo. Querem acreditar que talvez possa haver um pouco de verdade no provérbio haitiano que diz: “quanto mais próximo estás do vodu, mais vulnerável está ao seu poder”.
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Fonte: revista Fator X nº 13
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