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Fera de Gévaudan

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Mensagem por † Lobo † em Sab 16 Mar 2013 - 17:26

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Uma criatura que foi descrita como sendo um enorme lobo (ou outro tipo de "mamífero") que durante duzentos anos aterrorizou moradores do sul da França, onde ocorreu a morte de muitos adultos e crianças.

Sempre houve especulação sobre que animal seria: um mutante, uma fera pré-histórica ou até mesmo um babuíno muito grande, entre outras. Uma coisa é certa: a evidências suficientes que provam que “La Bête” - No francês para “a besta”, como ficou conhecida - realmente existiu e não era somente um mito. Ela ficou em Gévaudan - um distrito em Lozère - por mais de três anos, e matou aproximadamente cem pessoas (ferindo trinta), sem mencionar um grande número de gado e outros animais.

Em junho de 1764 na floresta de Merçoire perto de Langogne na parte oriental de Gévaudan, uma mulher viu uma grande besta que carregou-a. A salvação dela foram os touros que ela cuidava que mantiveram a fera afastada repelindo-a com seus chifres. Nos seguintes meses o terror varreu a região. A besta aproveitou-se de presas fáceis - mulheres e crianças, e também homens solitários que cuidavam de animais domésticos no pasto - frequentemente atacava a cabeça das suas vítimas. Muitos que foram devorados foram levados para lugares distantes. A maioria das pessoas que viram a criatura e sobreviveram ficaram loucas devido ao choque.

Havia uma especulação de que a criatura era realmente um grande lobo. Outros especulavam que havia um par - ou mesmo um bando. Chegaram a disparar sobre a besta, mas ela aparentemente continuou viva. A criatura veio ser considerada mais e mais como um demónio ou um ser sobrenatural.

Em 2 de Outubro de 1764, os caçadores cercaram a besta e dispararam dez tiros. A criatura caiu e depois levantou-se. Uma segunda sequência de tiros e, novamente, a besta caiu. Desta vez o animal levantou-se com as patas traseiras e tentou escapar, mas os caçadores dispararam mais duas vezes e de cada vez que a besta caiu, ela levantava novamente. Conseguindo fugir, os caçadores viram o seu sangue pelas árvores, sendo certo que desta vez a criatura tinha sido mortalmente ferida, encontrando-a no dia seguinte morta. Mas o seu terror continuou. Muitas pessoas foram mortas nos dias seguintes e a lenda continuou.

Caçadores de vários países foram à Gévaudan, devido à recompensa, causando maiores problemas - por mentirem, para enganar os seus concorrentes, prejudicando as investigações - até morais, denegrindo a competência do rei e do seu exército. O povo também estava a ser prejudicado porque tinha que pagar a conta do aparato da caça à la Bête, através de altos impostos e, além disso, sentia-se desencorajado por causa do medo de ir para o trabalho. Devido a este prejuízo, o rei enviou a Gévaudan, Martin Denneval, o melhor caçador de lobos do império, que não teve sucesso na sua empreitada. Antes de ir embora, declarou que o animal não era um lobo, ou pelo menos um lobo comum. M. Antoine de Beauterne, tenente do Louveterie, o melhor atirador da coroa, substituiu Denneval e matou um lobo em 21 de Setembro de 1765, o qual foi enviado ao The Natural History Museum of Paris. Até o filho de Jean Chastel, Antoine Chastel, foi objecto de suspeita porque era uma pessoa estranha e vivia recluso na companhia de animais selvagens. Quando esteve em África cuidou de animais estranhos e exóticos. Suspeitaram, também, que possuía um animal selvagem - uma hiena híbrida ou um lycaon - que trouxera da África. A população acredita que a família Chastel dava guarda a lobos híbridos, os quais pertenciam ao nobre Jean-François Charles de Morangiès, que teriam escapado do seu contrôlo.

Ninguém conseguia vê-la com nitidez e muito menos capturá-la. Mas, para matar o animal, dizem que Jean Chastel, realmente juntou-se à tropa, longe de todos, e chamou o animal, que veio simplesmente, e o matou. Após o seu pai ter matado a la Bête, Antoine desapareceu da cidade.

O animal foi descrito na maior parte das vezes como um lobo do tamanho de um cavalo. A cabeça era mais marrom do que o resto do corpo, com a mandíbula sempre aberta, orelhas curtas e retas, peito grande e branco, o rabo longo, espesso com a ponta branca. Suas as garras eram tão grandes que algumas testemunhas chegaram a dizer que ele tinha cascos ao invés de patas. Só as garras das patas traseiras podiam ser avistadas, já que as patas da frente eram cobertas pelo pêlo do animal. A cor do animal era um fator de discordância entre as testemunhas (afinal, é díficil prestar atenção em tantos detalhes quando um lobo gigante está tentando mastigar a sua cabeça). Um fato interessante é que a besta tinha um comportamento muito peculiar, diferente da maioria dos predadores que atacam na jugular ou pernas para abater a presa e depois se alimentam das coxas e/ou do abdômen. Esta criatura atacava a cabeça das vítimas, esmagando ou arrancando-as, e na grande maioria das vezes não se alimentava delas. A besta não atacava outros animais, sempre preferindo humanos, sendo que na maioria dos ataques as vítimas eram mulheres e crianças. E em diversas situações a besta chegou a demonstrar uma certa aversão ao gado, comportamento atípico para um lupino (principalmente para um do tamanho de um cavalo).
Recentemente eu me deparei com uma notícia muito interessante, de que um tal de Franz Jullien, um taxidermista que trabalha no Museu de História Natural em Paris, achou no porão do Museu a carcaça que seria do animal que fora morto pelo caçador Jean Chastel. O taxidermista identificou a carcaça como sendo uma hiena listrada, muito comum na África e não tão comum na França. Acontece que eu me deparei com essa informação em um fórum de um site de criptozoologia (o que não é exatamente uma fonte confiável) e eu não consegui encontrar a notícia original na qual os usuários supostamente basearam esta informação. Entretanto eu consegui achar informações sobre o taxidermista Franz Jullien, ele realmente existe e de fato trabalha no Museu de História Natural de Paris.
Na verdade eu gosto desta teoria que a besta de Gévaudan era na verdade uma hiena que fugiu de algum circo ou coisa assim. Na época dos ataques ninguém conhecia muito bem os animais da África, e a hiena compartilha algumas semelhanças com a besta descrita pelas testemunhas. Claro que a hiena não é tão grande, e não tem o rabo tão cumprido, e nem mesmo as patas gigantescas de formato de casco, mas é bem óbvio que a descrição do animal foi exagerado pelas testemunhas oculares, principalmente se você levar em consideração que eram os meados de 1760, e que depois de um tempo a besta ganhou uma certa reputação mitológica e as pessoas passaram a exagerar mais e mais em suas descrições do tamanho, força e velocidade da criatura. E além do mais, existem um certo número de casos de animais que surtam e acabam provocando um massacre considerável de humanos.É claro que seria muito mais interessante se a besta de Gévaudan fosse na verdade um animal pré-histórico que de alguma forma sobreviveu escondida na França até meados de 1764, ou algum lobo mutante de proporções épicas, mas infelizmente quase sempre a realidade não é tão interessante quanto a ficção.
Existem diversas teorias a respeito da origem do monstro. Alguns dizem que era um leão que fugiu de um circo, um lobo anormalmente grande, uma hiena, extraterrestres, ou ainda algum animal pré histórico (mesonychids). Também há relatos de que antes dos ataques da besta um homem peludo sempre dava as caras na cidade, fazendo muitos pensarem que a criatura poderia ser na verdade um lobisomem. Mas o legal da história é que se você levar em consideração os relatos da aparência do animal, o monstro não poderia ser um lobo, por apresentar características que não pertence aos lupinos. Na verdade a besta não se parece com nenhum animal conhecido e exatamente por não parecer com nenhum animal conhecido algumas pessoas teorizaram que existiu mais de uma besta, talvez um grupo sobrevivente de Mesonychids.
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Fonte: lelis-itsmylife
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