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Alienígenas são bons de marketing?

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Mensagem por † Lobo † em Sab 16 Mar 2013 - 22:50

A possibilidade da existência de seres extraterrestres fascina os povos desde a Antigüidade até os dias atuais. Como o assunto desperta grande interesse no público em geral, muitos profissionais de marketing e propaganda tem buscado inspirações nesse elemento como linha de atuação para promoção de seus produtos, sendo uma forma de atrair a atenção do consumidor de maneira diferenciada e lucrativa.

Há alguns anos a questão extraterrestre vem ganhando novos rumos nos meios de comunicação, juntamente com o surgimento de muitos livros, filmes, propagandas e matérias, levantando a relação entre a temática alienígena de fora da Terra (extraterrestre) e os chamados conhecimentos ocultos. De uma maneira geral, a tese sobre a existência de vida inteligente extraterrestre sempre despertou grande interesse na humanidade, sobre as mais variadas formas. Uma delas, sem dúvida, é a discussão sobre a existência dos discos voadores e a origem de seus tripulantes. A outra, evidentemente é a ficção científica que através dos milhares de filmes e séries existentes, abordam constantemente esse tema polêmico e instigante. Os extraterrestres são os temas preferidos deste gênero, desde que H. G. Wells escreveu “A Guerra dos Mundos” em 1898. No século que se passou a temática extraterrestre foi desenvolvida de várias formas.

Observa-se freqüentemente metáforas na publicidade e até no meio político, os quais costumam fazer relação a esse tema. O mundo em que vivemos cria cada vez mais uma certa sensação de euforia em relação ao nosso futuro. Isso se deve em parte ao impacto da ficção científica na cultura que criou uma nova forma de entender a civilização moderna. Cada vez mais considera-se concreta a possibilidade da existência de seres extraterrestres. Seu poder metafórico de demonstrar isso chegou ao ponto dessa possibilidade. Para muitos grupos sociais a imagem do ser extraterrestre oferece a condição de se incluir em uma visão ampla da experiência humana.

Um dos maiores exemplos de como a temática extraterrestre desperta o interesse da população, ocorreu em 30 de outubro de 1938, quando muitos dos seis milhões de ouvintes da rede americana CBS e suas filiadas, levaram a sério o que ouviram pelo rádio: “os marcianos estariam invadindo os Estados Unidos da América.” De acordo com os relatos da época, quem estava na zona rural fugiu em desespero para a cidade, e no caminho cruzou com quem vinha da cidade procurando refúgio no campo. Os telefones das delegacias de polícia não paravam de tocar e os gritos de socorro ecoavam pelas ruas. Esse caso é considerado até hoje o mais célebre caso de histeria coletiva da História, segundo a pesquisa publicada pelo professor Hadley Cantril, da Universidade de Princeton. Os gritos, choros e preces desesperadas, mais tarde, deram lugar a risos e, em boa parte dos casos, às imprecações, quando se soube o que realmente estava acontecendo: tratava-se de uma adaptação radiofônica do livro “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, feita por Orson Welles para o programa “Mercury Theatre On The Air”, que havia estreado no dia 11 de Setembro do mesmo ano e ia ao ar das 20 às 21 horas. Em sua tese, o professor Cantril atribuiu a reação popular a três causas: insegurança pessoal, insegurança econômica e insegurança política. Naquele tempo, o rádio era o mais poderoso veículo de comunicação. A transmissão iniciou quando Welles se apresentara como um famoso astrônomo do Observatório de Princeton, e declarara pelo rádio, na forma de entrevista, que estava ocorrendo uma série de fenômenos na crosta do planeta Marte. Na seqüência da transmissão a emissora informou que um disco voador havia pousado numa pequena fazenda no estado de Nova Jersey. Logo depois, informava em tom sensacionalista que outros discos teriam pousado em várias partes do país. Depois do episódio, Welles, que ao contrário do que muitos imaginam, não tem nenhum parentesco com H. G. Wells que após o incidente procurou processar Orson Welles. Este por sua vez veio a se tornar mais tarde uma celebridade mundial, contratado inclusive por Hollywood para trabalhar nos estúdios da RKO.

Este incidente pode ser considerado como uma das primeiras “propagandas eficientes e criativas” onde mostra a utilização da temática extraterrestre nos meios de comunicação e também como uma forma de utilização no marketing pessoal para o autor da pegadinha, Orson Welles, que fez a América ficar em pânico, com a suposta invasão de marcianos.

Desde então o Marketing vêm utilizando a temática extraterrestre para promover produtos e serviços, os quais procuram chamar a atenção dos clientes/consumidores através da alusão eficiente do tema. Podem ser citados inúmeros livros e revistas especializadas sobre o tema, bem como outras mídias (vídeos, documentários, filmes).

A existência de vida extraterrestre também vem sendo objeto de vários congressos e conferências realizadas ao redor do mundo, conseqüentemente movimentando uma cadeia econômica para a realização dos mesmos envolvendo viagens, hospedagem, alimentação, entrevistas na mídia, noticiário, locação de espaços, entre outros.

Navegando pela Internet podem-se encontrar milhares de sites abordando o assunto, em uma rápida busca foi encontrado mais de 100.000 ocorrências com a palavra extraterrestre.

A existência de museus temáticos também movimenta a Internet e o meio. Inclusive já altera a rotina de cidades, como é o caso de Itaara, cidade localizada no interior do estado do Rio Grande do Sul, onde se encontra até o momento o único museu sobre o assunto no Brasil. No Museu Internacional de Ufologia “Victor Mostajo”, cujo objetivo é proporcionar a comunidade em geral o turismo cultural, que consiste em um tipo de turismo onde as pessoas se deslocam na busca de informações e manifestações cientificas, históricas e culturais, a visitação ocorre de forma interativa acompanhada de monitores onde é possível ver, ouvir, tocar e questionar. A reflexão e o ensino são seus principais objetivos. O museu já recebeu desde a sua inauguração no dia 24 de Junho de 2001, cerca de 30.000 visitantes, entre estudantes, pesquisadores e curiosos.

Os artigos a venda que usam o tema para explorar um nicho de mercado que desperta cada vez mais o interesse de vários consumidores, é composto por uma infinidade de produtos dentre os quais: imãs para geladeiras, camisetas, cinzeiros, abajures, broches, chaveiros, fantasias, máscaras, fotografias, entre outros.

O carnaval, uma das mais importantes festas populares comemorativas brasileiras, já se utilizou do assunto sobre a polêmica existência de extraterrestres em seus enredos por várias vezes, muito bem ilustrados através de seus carros alegóricos que despertam a atenção dos curiosos.

Também as artes gráficas e a pintura artística aproveitam o tema como fonte de inspiração. No Brasil, entre os mais conhecidos podemos citar Philipe, Jamil, e a empresa TOP Studio.

A psicologia foi outra disciplina que encontrou na ufologia nova forma de aumentar seu campo de atuação como por exemplo, o tratamento de traumas de abduzidos (pessoas supostamente seqüestradas pelos tripulantes dos OVNIs).

De certa forma, a ufologia, mesmo não sendo considerada uma ciência é evidentemente uma auxiliadora dela, pois podemos citar vários exemplos de pesquisas científicas baseadas em metodologia científica como: casos de mutilações de animais pesquisados e concluídos como provenientes de seres extraterrestres; análise de implantes retirados de pessoas supostamente raptadas por seres extraterrestres; análise do solo onde ocorrem marcas de pouso (também conhecidos como ninhos) desses objetos voadores não identificados.

O jornalismo indiferente a sua veracidade vem há varias décadas, utilizando o tema e em alguns casos até como carro chefe, pois esses profissionais acabam percebendo que o assunto desperta grande interesse na população, seu principal consumidor e para tanto procura ilustrar artigos, documentários e entrevistas com inúmeros pesquisadores sobre o tema. A ufologia na imprensa indiferente de sua origem, já foi matéria de capa nas principais revistas de veiculação nacional e internacional. No Brasil existe apenas a revista UFO, no momento, a única publicação especializada sobre o assunto.

Não é de hoje que as empresas adotam a temática extraterrestre como divulgadores de seus produtos e, aparentemente elas não acreditam que possa haver qualquer desprestígio em associá-la à sua marca pois, dessa forma em alguns casos trabalham com o humor, a crença e o misticismo da população.

A título de exemplo mais recente, a propaganda do portal e provedor de acesso a Internet Terra resolveu adotar como símbolo de sua empresa, uma espécie de ET esverdeado estilo trapalhão e engraçado com o objetivo claro de chamar a atenção dos consumidores para tornarem-se seus assinantes. O tema é utilizado até mesmo em seu slogan - “Extraterrestres, venham para o Terra” - pois como o nome do provedor é Terra, faria sentido chamar os ETs para o Planeta Terra. Em outro momento a empresa utilizou a chamada “Tá mais fácil ele se conectar com um disco voador do que com o provedor dele” para ironizar seus concorrentes, ou seja, outros provedores mais lentos. Seus comerciais se adaptam ao momento, sempre utilizando a imagem do ET para promover a sua marca, como fez na Copa do Mundo, nas eleições, em época de férias, entre outras.

Um fato que comprova a influência do tema no telespectador foi o aumento da audiência do programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, onde o apresentador vespertino utilizou o boneco ‘Ed', um extraterrestre “politicamente correto”, desenvolvido pela empresa Estrela, que foi criado para interagir com o Gugu. Segundo Anderson Assolini, Gerente de Marketing da Estrela, em entrevista a Folha de São Paulo (1999), “Ed é uma forma de aproximar o público infantil do programa. A definição do personagem surgiu depois de uma pesquisa da empresa com crianças em escolas”. (p.15)

Outra propaganda, muito difundida durante o ano de 2000, da empresa Intel Inside, fabricante de peças para microcomputador Pentium 4, utilizou a temática em uma propaganda que fez referência a um caso clássico da Ufologia Brasileira. Ele é conhecido no meio como Caso Onilson Patero. Percebemos na propaganda dois supostos extraterrestres que apontam uma espécie de lanterna para um computador para verificarem se o processador era realmente um Intel.

O caso ufológico ocorreu em 1973 com a testemunha Onilson Patero, pesquisado pela ufóloga pioneira, Irene Granchi (publicado no The APRO Bulletin, edição de Julho de 1973) e também pelo falecido Dr. Walter Büller da Sociedade Brasileira de Estudos sobre os Discos Voadores (SBEDV) do Rio de Janeiro, que teve grande repercussão internacional. O episódio teve início no dia 22 de maio daquele mesmo ano. Onilson Patero retornava para sua casa, em Catanduva, vindo de São José do Rio Preto, cidades do interior paulista, quando em determinado trecho da estrada notou que o rádio do carro começou a falhar. Ao mesmo tempo, o motor parecia enguiçar, o que o deixou evidentemente preocupado. Em seguida ele notou, dentro de seu veículo, um globo de luz azulado que movia-se lentamente sobre o assento, a maleta e os instrumentos do painel, passando também pelo assoalho e por sobre as pernas do motorista, que a essa altura já havia estacionado o carro ali mesmo. O mais estranho é que tudo parecia transparente quando era atingido por essa luz. Assustado e pensando que tipo de efeito ótico natural provocado pela Lua poderia ser aquele? Nesse ponto Onilson notou um enorme corpo luminoso logo a sua frente. Saindo do carro, o susto foi ainda maior quando percebeu, ao olhar diretamente para o objeto, que não era um helicóptero, como julgara a principio, mas sim algo como dois pratos fundos emborcados, um virado para o outro, enorme e brilhante. Calculou que seu tamanho era de aproximadamente 7 metros de espessura por 10 m de largura. Ao mesmo tempo, e ainda assustado, observou que da borda do Objeto Voador Não Identificado (OVNI) descia um raio de luz azul que se projetou sobre seu automóvel, tornando-o totalmente transparente. Sua experiência é considerada uma das mais fantásticas da história mundial da Ufologia.

Outro exemplo que citamos ocorreu durante um evento de grande repercussão mundial, a “Copa do Mundo de 2002”, onde os países organizadores Japão e Coréia do Sul, quebraram a tradição das Copas que costumavam usar símbolos nacionais. Em vez disso, apresentaram três exóticos personagens de “outro planeta” como os mascotes oficiais da Copa de 2002. A escolha deixou o novo símbolo na neutralidade: sem características japonesas ou coreanas, uma decisão inteligente e diplomática para o primeiro torneio mundial dividido em dois países.

A montadora de veículos, General Motors, da marca Chevrolet promoveu junto aos seus revendedores uma campanha para aumentar suas vendas no mês de Julho de 2000 e aproveitou a polêmica dos discos voadores e seres extraterrestres para ilustrar sua campanha publicitária denominada: “Invasão Chevrolet”, estampando em jornais de grande circulação a face de um extraterrestre com a frase “Eles estão chegando” omitindo sua verdadeira intenção e despertando dessa forma, enorme curiosidade nos possíveis consumidores. No dia seguinte os veículos de comunicação vieram ilustrados novamente com a face do mesmo Ser Extraterrestre, mas agora acrescido da seguinte frase: “Não compre carro hoje. Eles chegaram amanhã. O dia em que faremos contato”. Para reforçar a campanha em conjunto com a divulgação em jornais e revistas, também eram distribuídas em sinaleiros e ruas de grande movimento, máscaras com faces de seres extraterrestres para divulgar a ação publicitária.

Existe vida inteligente fora da mídia e Venha conhecer os seres que deram sinal de vida a promoção e ao design do Paraná, estas eram as frases de chamada para a divulgação do Prêmio Colunistas 2000, realizado em novembro daquele mesmo ano. Uma forma irônica de comparar a provável inteligência extraterrestre com a superioridade dos colunistas.

Em 2003 as televisões a cabo mostraram um comercial digno de nota. Com uma trilha de suspense espacial, uma caminhonete que circula a noite por uma estrada lamacenta do interior brasileiro se depara com um grupo de alienígenas usando macacões prateados e um disco voador. Com a aproximação de um dos ETs que retira a máscara e se identifica como um terrestre, para alivio dos pretensos abduzidos, eles percebem que ele e seus amigos apenas formavam um pequeno bloco carnavalesco que estava atolado na lama. O disco voador na realidade era apenas um carro alegórico que ao final do comercial, agora com trilha sonora de carnaval, é mostrado sendo rebocado pela camionete, objeto de consumo do comercial.

Em fevereiro de 2004, a empresa de telefonia móvel TIM, ao lançar um novo modelo de celular no qual vem embutida uma câmara fotográfica, utiliza explicitamente um disco voador como foto publicitária em alguns de seus outdors. Aqui aparece novamente a temática extraterrestre como tema principal da propaganda, onde uma modelo fotográfica destaca-se segurando um novo celular no qual havia fotografado um disco voador e onde se lê a frase: “Não jure que viu, fotografe e envie”.

Recentemente, em março de 2004 Curitiba foi palco de uma campanha de marketing de tirar o chapéu em termos de aproveitamento da temática Extraterrestre. Percebe-se que toda a população da cidade envolveu-se de maneira alegre na pretensa brincadeira da empresa Shopping Estação que em sua mais nova inauguração do Estação Embratel Convention Center, espalhou pequenos outdoors nos pontos de ônibus e postes de divulgação espalhados pela cidade. Neles vê-se alienígenas do tipo grey (cinza) convidando a população a conhecer o recente centro de convenções com frases convidativas afirmando que no novo Estação tem até Convenção de Ufologia. No comercial feito especialmente para a televisão e que foi bastante comentado pela população, observa-se um elevador onde um ascensorista avisa seus usuários sobre os novos conteúdos dos andares daquele Mega-Shopping. Ao mencionar 3º andar, eventos ufológicos sai de dentro do elevador para o andar referido três criaturas alienígenas, levando o humor do telespectador a níveis marcantes. O jornal Gazeta do Povo, por vários dias estampou em encarte de página inteira, foto do estabelecimento à noite sendo iluminado por um enorme disco-voador azulado e abaixo o slogan da campanha: “onde tudo é possível”.

Da prestação de serviços, como provedores de acesso à Internet, seguradoras, propagandas de times de futebol como o “Clube Atlético Paranaense”, postos de combustível, bebidas a base de cafeína, salgadinhos de milho, fabricantes de aparelhos de DVDs, redes de hipermercados, empresas de TV a cabo, e cervejarias já exploraram esse polêmico, mas lucrativo assunto como instrumento eficaz para divulgação publicitária.

Walt Disney costumava dizer que: “o que pode ser imaginado pode ser realizado”. Quando, em 17 de julho de 1955, abriu as portas da Disneylândia, o pioneiro do entretenimento temático provou aos céticos que era possível trazer para o mundo real seus personagens e fazer a realidade ficar mais parecida com a fantasia. A despeito do seu sucesso global, o visionário que criou o inteligente rato detetive Mickey e o Pato Donald trapalhão, a princípio teve enormes dificuldades para conseguir patrocinadores para o seu primeiro parque temático. Até foi chamado de maluco!

A tematização ainda é pouco compreendida, a despeito de já ter provado sua rentabilidade em vários segmentos além dos parques. Desenvolver um tema implica em proporcionar uma experiência tão especial que o consumidor deseje repeti-la. Parques americanos especializados como os da Paramount, Fox, Metro Goldem Mayer, que replicam alienígenas de séries de ficção científica e outras empresas cinematográficas que seguem a mesma linha, já descobriram que essa fórmula funciona bem há alguns anos.

A utilização da temática extraterrestre também permite que produtos ou serviços semelhantes se diferenciem aos olhos do consumidor. Um exemplo brasileiro, já citado, é a linha utilizada pelo provedor “Terra”. Além de divertir e criar o desejo de consumo entre os clientes, um bom tema desse gênero, pode gerar uma marca forte e uma boa posição no mercado.

Júlio César Goudard é administrador de empresas, especialista em marketing e negócios, vice-presidente do Centro de Investigação e Pesquisa Exobiológica (CIPEX) e consultor da Revista UFO. Seu endereço é: Caixa Postal 358, 83005-970 São José dos Pinhais (PR) - Brasil. E-mail: [email protected]
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Fonte: portugalparanormal.com
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