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A NOSSA OUTRA CASA

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default A NOSSA OUTRA CASA

Mensagem por † Lobo † Qui 19 Jan 2012 - 1:32

A minha família acabou de se mudar para uma casa nova a uma semana atrás mais ou menos. Nós moramos na casa que acabamos de sair por quase dezesseis anos. Nós alugávamos ela, mas o meu pai resolveu que estava na hora de comprar uma casa, e depois de guardar um bom dinheiro e de conseguir um empréstimo, ele conseguiu comprar essa casa onde moramos agora. Apesar de ter um quarto só pra mim agora, de não precisar mais dividir o quarto com a minha irmã, eu vou sentir saudades da outra casa, apesar de alguns sustos que eu passei por lá. E é isso que eu gostaria de registrar aqui.

Na outra casa onde morávamos tinha três quartos. Um para os meus pais, um para o meu irmão e um para a minha irmã e eu. Só que o quarto que era da minha irmã e meu, na verdade era uma garagem que foi convertida para um quarto. E por ser mais espaçoso, ficou para a minha irmã e eu.

Enfim, vamos começar agora com as coisas paranormais que aconteciam naquela casa agora. As vezes de noite, eu podia ouvir sussurros no meu quarto. A minha irmã sempre teve um sono muito pesado, e nunca ouvia nada. Mas eu sempre dormia e depois de uma hora ou duas, eu acordava, ouvindo sussurros no meu quarto. Nunca dava para entender exatamente o que diziam, e eram muito baixos, mas dava para distinguir que eram três vozes diferentes. Duas masculinas e uma feminina. Isso nunca me assustou muito, nem sempre eu ouvia os sussurros, mas quando eu ouvia, depois de alguns meses, já tinha me acostumado. E eles nunca me pareceram muito ameaçadores.

Em uma noite aconteceu algo que me assustou muito. A minha irmã tinha ido passar a noite na casa de uma amiga dela da escola, e eu estava sozinha no meu quarto. Nessa noite como estava quente, eu não estava totalmente enrolada nas minhas cobertas, então a minha perna estava descoberta. No meio da noite eu acordei de novo, ouvindo os sussurros. Só que depois de uns dez minutos, os sussurros sumiram. O meu quarto ficou muito quieto. Eu não achei nada de mais e resolvi tentar dormir de novo. Quando eu fechei os olhos eu senti alguém segurar a minha perna. Eu fiquei TÃO assustada que não consegui nem gritar, nem me mexer, nem fazer nada. Só fiquei lá parada sentindo aquela mão segurando a batata da minha perna. Não foi uma agarrada forte que machucou nem nada, mas era alguém segurando a minha perna. E aquele quarto, por ter sido uma garagem, tem o piso mais baixo que o resto da casa, então tem dois degraus largos de madeira saindo da porta até o chão, e esses degraus não estavam muito bons na época, estavam um pouco podres e rangiam se alguém pisasse neles. A minha irmã não estava lá e ninguém entrou no meu quarto, ou eu teria ouvido os degraus rangerem. Um pouco mais de um minuto depois eu sentia a mão soltar a minha perna bem devagar. Eu já estava suando frio de medo a essa hora e ainda não conseguia me mexer de tanto medo. Um pouco depois disso os sussurros começaram de novo. Eu não sei se foi de tanto medo, mas eu dormi pouco tempo depois (desmaiei quase). Depois desse dia eu falei que queria trocar de quarto com o meu irmão, e como o meu quarto era maior não foi difícil convencer ele a trocar de quarto. A minha irmã não ligava muito pra que quarto fosse, então estava todo mundo feliz.

O meu irmão nunca reclamou de nada de estranho no quarto novo dele. Nunca falou de sussurros de noite ou qualquer outra coisa. Mas pouco tempo depois, eu estava no meu quarto novo com a minha irmã, estávamos as duas dormindo. Então, eu acordei de novo, ouvindo sussurros, mas dessa vez não estava vindo do quarto que eu estava, estavam vindo do lado de fora do quarto! Parecia que o rádio de alguém estava ligado. Eu tentei ignorar e voltei a dormir. Isso aconteceu mais algumas vezes, até que numa noite eu acordei ouvindo os sussurros de novo, vindo do lado de fora do quarto. Eu resolvi levantar para ver de onde vinham e quando eu cheguei no corredor, eu vi que vinham do meu antigo quarto! E quando eu cheguei perto, eu consegui distinguir algumas palavras do que estavam dizendo "volta" "não deixa a gente" "não me deixe" e algumas coisas assim. Agora se era comigo e se tinha a ver com o fato de eu ter mudado de quarto, eu não sei, mas eu comecei a não gostar de passar em frente e muito menos de entrar no quarto do meu irmão.

Nesse novo quarto nada aconteceu por muito tempo. Só depois que eu comecei a fazer a faculdade algumas coisas também começaram a acontecer, pequenas coisas que mudavam de lugar. Eu tinha uma estante com uma imagem de Nossa Senhora que a minha avó tinha me dado. Ela estava virada para fora da estante, olhando a parede do outro lado do quarto. Essa era a posição normal dela. Mas as vezes eu acordava de manhã e ela estava virada para o lado, de frente para a janela. Eu também tenho uma coleção de ursinhos de plástico (desses agarradinhos) que eu gosto de deixar em uma certa ordem, agarrados no meu aparelho de som e em cima do computador. Cada um tem o seu lugar específico. E as vezes quando eu entrava no quarto depois de chegar da faculdade, nenhum estava no lugar, estavam todos espalhados pelo quarto, ou amontoados em algum canto ou todos jogados em baixo da minha cama. Se você conhecesse a minha irmã, você ia saber que não tinha jeito de ter sido ela. Ela nunca mexe nas coisas dos outros sem pedir e não é de ficar fazendo pirraça. Ela é muito boazinha, e eu tenho certeza que não era ela que ficava mexendo nas minhas coisas e mudando tudo de lugar. E a mesma coisa acontecia com as fotos na sala.

Nos últimos seis meses que moramos lá, eu recomecei a ouvir vozes e sussurros de novo pela casa, e também alguns sons inexplicáveis. Eu também tinha uma sensação de que não estava sozinha quando deveria estar. Eu já tinha ido em alguns lugares, casas de amigos, lugares públicos onde eu sentia essas presenças, esses espíritos, mas nunca tinha sentido nada em casa, a não ser nesses últimos seis meses.

Numa noite, lá pelas oito horas, eu estava no meu quarto. Então eu sai e fui para a cozinha, pegar um copo de água, e assim que eu entrei lá, foi como se eu tivesse caído em um ambiente completamente diferente. Você pode sentir quando tem mais alguém no mesmo cômodo que você, e naquele instante, apesar de não estar vendo mais ninguém, eu sabia que não estava sozinha. Na minha cabeça, eu via um flash de uma imagem de uma mulher, lá pelos seus trinta e poucos, apoiada na pia, olhando pela janela. Eu peguei o meu copo de água (ainda bem que tinha um copo no balcão, porque eu não sei se teria coragem de pegar um no armário em cima da pia), e não me senti observada, mas eu senti como se eu tivesse perturbando algo que eu não deveria perturbar.

Sempre que eu ouvia as vozes em casa, eu quase sempre estava sozinha e no chuveiro. Varias vezes quando eu estava tomando banho, eu podia ouvir vozes masculinas e femininas do lado da porta. Pensando que era os meus pais voltando do supermercado ou de algum outro lugar, eu flava com eles lá de dentro, mas ninguém respondia. E quando eu saia do banho, eu via que ainda estava sozinha em casa.

No mês passado, eu tive mais um encontro com as vozes que me deixou um pouco assustada. Eu estava no banho e estava bem alegre aquele dia, e estava cantando alto (muito mal, por acaso). Os meus pais tinham ido ver a casa nova. Quando eu desliguei a água, eu ainda estava cantando, só que agora bem mais baixo, quase não dava para ouvir. Então eu ouvi uma voz masculina falar claramente do outro lado da porta "Quem está cantando?" Pensando que era o meu pai, eu fiquei com vergonha e fiquei quieta na hora. Eu me enrolei na toalha, abri a porta, coloquei a cabeça pra fora e gritei "Pai, Mãe?" Ninguém respondeu. Eu sai do banheiro e a casa estava no mais completo silêncio. Eu andei pela casa e vi que não tinha voltado ninguém ainda.

Algumas semanas antes disso, eu estava indo e voltando para a área de serviço, lavando e secando as minhas roupas, quando eu ouvi a voz de uma mulher na sala falando "Alo?" Não era a voz de ninguém que eu conhecia. QUando eu cheguei lá não tinha ninguém na sala.

Como eu disse antes, apesar de ter um quarto só meu agora, eu ainda vou sentir saudades daquela casa, e imagino se os novos inquilinos vão passar por algumas das coisas que eu passei. Eu tenho histórias mais assustadoras que aconteceram lá dentro, mas depois de ler algumas das histórias nesse site e de lembrar um pouco das que eu passei, eu fiquei com um pouco de medo de digitar tudo! Quem sabe uma outra vez eu conte os maus bocados que eu passei lá?

Eva - Londrina - PR
Fonte: alemdaimaginacao.com
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