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INOCÊNCIA

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Mensagem por † Lobo † Sab 4 Fev 2012 - 17:30

Enquanto eu crescia, ocorrências que pareciam vir "do outro lado" eram normal para mim. No entanto eu nunca dei muita atenção para essas coisas. Eu sempre brinquei, culpando algum "fantasminha" quando pequenos objetos mudavam de lugar, ou havia ponto frio pela casa.

A minha mãe e eu éramos as únicas pessoas morando na nossa casa de dois andares quando eu tinha 13 anos. Ela também brincava com esse negócio de fantasma. Como as poucas coisas que nos aconteciam nunca foram muito assustadoras, nenhuma de nós nunca ficou com medo de ficar sozinha na casa. E eu freqüentemente ficava sozinha em casa. A minha mãe muitas vezes trabalhava de noite no hospital. Ela se despedia de mim e eu só via ela no dia seguinte.

Nessa época o meu quarto ficava no andar de baixo da casa. O meu cachorro sempre dormia comigo. Ele era muito protetor. Eu nunca fiquei com medo de alguém entrar em casa de noite, mesmo sendo uma garotinha sozinha em casa. O meu cachorro me protegeria.

Toda noite eu acordava para usar o banheiro, geralmente lá pelas 2 am. O banheiro era a porta ao lado do meu quarto. Então eu acordava, completamente sonolenta, e me arrastava para fora do meu quarto, para me aliviar. Mas até que uma noite aconteceu algo diferente. Drasticamente diferente.

Eu estava sozinha em casa (a minha mãe estava de plantão) e era umas 2 am. Eu acordei de repente. Estava completamente consciente. A primeira coisa que eu pensei foi "Droga! Agora eu vou ficar acordada a noite inteira e vou ficar completamente acabada amanhã." Então eu levantei e fui para o meu ritual noturno. Quando eu estava voltando para o meu quarto eu notei que o meu cachorro não estava lá. Eu achei que ele provavelmente tinha ido para a cozinha comer ou beber água. Eu voltei para a cama, ainda completamente acordada, e me preparei para uma noite rolando na cama. Eu mal encostei a cabeça no travesseiro, quando eu ouvi o som de passos descendo a escada. Sabe aqueles pijamas que são um macacão que cobrem o corpo inteiro, e que tem aqueles pezinhos com couro na sola? Esses pezinhos andando fazem um som bem distinto, e era exatamente esse o som que estava descendo pela escada.

O meu coração parou na hora. Eu fiquei quieta tentando ouvir onde estava o cachorro. Se isso era um intruso, o meu cachorro estaria latindo feito louco. Mas algo lá no fundo me disso que aquilo não era nenhum ladrão. Eu ouvi o som daqueles pezinhos passarem pela sala e virem na direção do meu quarto. A única coisa que eu consegui fazer foi me enterrar embaixo das cobertas e prender a minha respiração. As minhas suspeitas se confirmaram quando aqueles passinhos entraram no meu quarto. Eu estava embaixo de dois cobertores grossos e um edredom, mas eu pude sentir o quarto ficar completamente gelado, como se fosse dentro de um freezer. Por sorte eu tinha acabado de ir do banheiro, ou eu tinha molhado a cama inteira naquele instante.

Eu não sei quanto tempo esse espírito ficou dentro do meu quarto. Eu nuca ouvi ele sair. Eu me lembro de que o único som que eu ouvi depois eram de pés pesados pisando forte vindo em direção ao corredor. Então eu ouvi o som de um fósforo sendo riscado no corredor. Para a minha sorte o som dos passos pesados voltou para a sala. Eu podia ouvir o som da nossa pesada mobília sendo levantada e depois jogada no chão. Então as vozes começaram. Eu nunca ouvi nada parecido com aquilo nos meus 21 anos de existência. Era um grito agudo e depois algumas "palavras" embaralhadas. Eu não entendia nada o que estava sendo dito, mas por Deus, eu podia ouvir aquilo. Nada, nada nada nada, se compara com aquele som.

Em algum momento da noite as coisas se acalmaram. Algum tempo antes disso eu acabei dormindo. Quando eu acordei o meu corpo inteiro estava doido. Eu fiquei tencionando os meus músculos a madrugada inteira. O meu cachorro estava de volta no quarto, lambendo a minha mão. Quando eu levantei ele sai correndo do quarto e eu fui atrás dele. O estranho é que nenhum dos móveis estava fora do lugar.
Naquela noite eu fiz um ritual com algumas ervas e incenso para purificar e limpar a minha casa de qualquer espírito maligno que pudesse ter lá. Depois disso, nada de estranho aconteceu de novo.

Pensando em tudo o que aconteceu, eu acredito que o primeiro espírito que apareceu era o espírito de um inocente, que veio me proteger do mal que se aproximava. Eu espero que nunca, NUNCA, eu tenha que presenciar algo assim de novo.

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Fonte: alemdaimaginacao.com
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