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Mensagem por † Lobo † em Dom 4 Mar 2012 - 20:15

Essa história aconteceu quando eu tinha acabado de me casar (a uns 10 anos atrás). Uma emergência na família forçou o meu marido e eu a nos mudarmos de Santa Catarina para São Paulo. Mas por falta de tempo para procurar algum lugar para morar, acabamos indo morar com o meu cunhado, a mulher dele e os dois filhos deles. Eles tinham uma filha de 4 anos, a Aline, e um recém nascido, o Lucas.

Imediatamente eu e a Aline nos demos muito bem. Eu não gostaria de dizer que ela era ignorada, mas a maior parte da atenção da família ia para o Lucas, e a Aline geralmente ficava de fora nos planos deles. Ela era muito solitária e triste quando eu conheci ela. Eu sempre via ela brincando sozinha e falando com uma amiga imaginária que ela chamava de Gretta. Quando eu comecei a passar mais tempo com ela, coisas estranhas começaram a acontecer pela casa.

Mas essas coisas não aconteciam simplesmente ou a qualquer hora. Elas sempre aconteciam quando o meu marido e o irmão dele não estavam em casa. Então só a Aline, a mãe dela o Lucas e eu estávamos na casa quando as coisas aconteciam.

Começou de uma maneira simples, apenas via coisas pelos cantos dos olhos. As vezes quando eu estava brincando com a Aline na sala, eu podia ver o vulto de alguma pessoa em pé, à minha esquerda. Mas sempre que eu virava, não tinha ninguém lá. E também sempre que eu estava com a Aline em casa, eu sentia como se tivesse alguém me observando. Eu comecei a ficar extremamente incomodada com isso, mas como parecia não incomodar a Aline, eu achava que estava exagerando e tentava ignorar o que quer que fosse.

Assim que o meu marido chegava em casa, toda a sensação de estar sendo observada sumia, e a Aline parecia ficar incomodada com a presença dele. Ela ficava emburrada pela casa e não deixava ninguém, nem mesmo eu, chegar perto dela. Numa noite, quando eu estava toda relaxada e quase dormindo, eu ouvi o que parecia ser o murmúrio de uma conversa, que parecia estar vindo do quarto da Aline (que ficava do lado do nosso). Eu imaginei que ela pudesse estar falando enquanto dormia. Eu tentei ignorar a conversa, mas a minha curiosidade acabou me vencendo. Eu comecei a prestar atenção no que ela falava, mas era difícil ouvir da minha cama. Tudo o que eu podia ouvir era o som da voz dela, mas não conseguia identificar nenhuma palavra, já que ela falava tão baixinho. Então eu notei que a luz do quarto dela estava acesa. Eu olhei o relógio digital do lado da nossa cama eram 23:49 (sim, eu me lembro da hora exata). O que poderia uma garota de 4 anos de idade estar fazendo acordada a essa hora, eu pensei, então eu me levantei e fui ver. Como eu já imaginava, ela estava acordada, sentada na cama. Eu perguntei para a Aline o que ela ainda estava fazendo acordada. Ela sorriu "A Gretta gosta quando eu brinco com ela de noite, então ela me acorda!" ela falou. Aquilo, de alguma maneira, soou um pouco perturbador nos meus ouvidos. "Você estava falando com ela agora?" eu perguntei. Ela fez que sim com a cabeça e sorriu de novo. "Então fala para a Gretta que ela pode brincar com você amanhã, e que é para ela deixar você dormir agora." eu falei, enquanto saia do quarto dela, mas ela m fez parar no meio do caminho dizendo "Eu não posso brincar com a Gretta amanhã, ela fica brava quando eu brinco com você. Ela não gosta de ser ignorada." "Vai dormir Aline!" eu falei em um tom mais severo. Enquanto saia do quarto dela eu senti um arrepio subindo pela minha espinha, algo me dizendo que alguma coisa lá não estava certa. E isso foi apenas o começo de tudo. Na manhã seguinte eu decidi ter uma conversinha com a Jane (a mãe da Aline) sobre a Aline. Eu perguntei a ela se a Aline costumava muito inventar histórias sobre a Gretta, a amiga imaginária dela. A Jane me olhou confusa e falou que a Aline nunca tinha mencionado nasa sobre Gretta ou amiga imaginária nenhuma para ela. E a conversa acabou parando por ai, antes mesmo de começar.

Era difícil perguntar para a Aline sobre a Gretta. Sempre que eu fazia isso ela parecia ficar irritada e nunca me dava uma resposta coerente ou direta. Enquanto isso, a sensação de estar sendo vigiada continuava, e outras coisas começaram a acontecer. A TV nunca parecia ficar em um canal só quando a Aline estava assistindo. E enquanto eu ficava assustada e apreensiva com isso, ela parecia se divertir e só ficava rindo. Sempre que eu passava pelo quarto dela, eu tinha a impressão de que tinha alguém lá dentro, e sempre que eu entrava para dar uma olhada, nunca tinha ninguém. Em algumas ocasiões, eu cheguei a ouvir passos no quarto dela, quando eu sabia que nem ela nem ninguém estava lá.

Um dos acontecimentos mais bizarros aconteceu perto do aniversário dela. Eu tinha comprado um esmalte que brilha no escuro para a Aline, mas antes que eu pudesse dar a ela, ele desapareceu. Eu tinha acabado de deixar em cima da mesa da sala e tinha me virado por alguns segundos, quando eu olhei de volta, tinha sumido. Em poucos segundos. Eu procurei pela sala inteira, e até pelo resto da casa, mas depois de um tempo eu desisti e resolvi que ia comprar outro para ela no dia seguinte. Uma coisa que é importante esclarecer é que eu não tinha contado para ninguém sobre o esmalte que eu tinha comprado para ela e quando eu cheguei com ele, não tinha mais ninguém na casa além de mim. Mais tarde (BEM mais tarde, já era quase meia noite) eu estava deitada na minha cama e ouvi a Aline falando sozinha de novo. A luz do quarto dela estava acesa, mas assim que eu me levantei para ir para lá, a luz se apagou. Determinada a ver o que estava acontecendo eu fui até lá. Quando eu entrei no quarto dela os pêlos do meu corpo se arrepiaram, eu sentia algo estranho, como se tivesse mais alguém lá dentro com a Aline. Ela estava deitada na cama fingindo que estava dormindo (ela estava fingindo que estava roncando). "Aline eu ouvi você falando, o que você ainda está fazendo acordada?" eu perguntei. Ela continuou quieta fingindo que estava dormindo. Mas então eu falei mais firme "Aline!", e então ela respondeu "A Gretta estava me mostrando o presente que ela arranjou pra mim." Quando ela tirou as mãos debaixo das cobertas, eu vi que as unhas dela estavam brilhando. Eu acendi a luz e falei "Onde você arranjou isso?" meio desnorteada tentando descobrir como ela tinha achado aquele esmalte depois que eu revirei a casa toda. Então ela falou "A Gretta que me deu!" Quando eu ouvi isso, eu não sei por que, me irritou profundamente. "Eu já estou cansada de ouvir dessa Gretta. A Gretta não existe, agora me fale a verdade, onde você conseguiu esse esmalte?" Antes que a Aline pudesse me dizer alguma coisa eu senti uma respiração na minha nuca. Era gelada e me fez ter arrepios pelo corpo inteiro. Eu fiquei paralisada de medo. A Aline agora estava quase chorando "Agora você deixou a Gretta brava!" ela falou. Tinha alguém atrás de mim, mas eu não queria me virar para olhar quem ou o que poderia ser. Então eu pude ouvir com muita clareza uma voz feminina sussurrar no meu ouvido "SAIA". Eu não precisava ouvir uma segunda vez, eu sai correndo tão depressa do quarto da Aline que eu quase tropecei no meu próprio pé.

Quando eu entrei no meu quarto, eu estava completamente confusa e sem saber o que fazer. Resolvi que o melhor era voltar para a cama e dormir. Na manhã seguinte eu falei para o meu marido tudo o que estava acontecendo com a Aline. Ele ouviu tudo, quieto, e não tentou arranjar qualquer explicação para nada. Só ficou quieto, e depois de um tempo pensando ele falou que nós iríamos nos mudar em breve e que não era para eu me preocupar com nada. Eu me senti culpada deixando a Aline sozinha com a Gretta, então eu falei para o meu cunhado o que tinha acontecido. Assim que eu mencionei o nome "Gretta", ele ficou com o rosto pálido, quase sem expressão. Ele falou que Gretta era a mulher do antigo dono da casa, mas que ela já tinha morrido a alguns anos, e que só ele sabia disso, nem a esposa dele sabia sobre isso. Então, como é que a Aline poderia saber sobre a mulher? Então eu disse a primeira coisa que me veio na cabeça. "Preste mais atenção na sua filha, por que se você não prestar, alguém mais vai."

Beatriz - São Paulo - S.P.
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Fonte: alemdaimaginacao.com
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