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Mensagem por † Lobo † em Qua 29 Ago 2012 - 23:40

A minha casa nunca teve história sobre mortes nem nada parecido, pois é uma casa que só tem uns oitenta, noventa anos, até mesmo o terreno não tem alguma história sobre mortes ou se alguém foi enterrado nele, pois antes de ser uma casa era um poio (pequena fazenda na rocha, característica madeirense) onde se plantavam cana de açúcar ou bananeiras, mas o que me aconteceu a bem pouco tempo deixou-me um pouco assustada e com dúvidas sobre o paranormal pois nunca antes tinha acontecido semelhante coisa, só uma vez quando era uma criança de cinco ou seis anos. Contarei primeiro o que me aconteceu á bem pouco tempo e depois contarei o que me aconteceu quando tinha cinco ou seis anos (hoje tenho 17 já para os 18).

__________

Durante toda a semana eu acordo cedo para ir para a escola e eu não vejo a hora de chegar ás sextas feiras, pois eu saio cedo ás sextas, não tenho aulas á tarde, é o dia anterior a sábado e assim descanso mais um pouco depois de fazer as minhas tarefas de casa.

Numa dessas sextas-feiras cheguei a casa, fiz as minhas tarefas e quando acabei-as eu fiquei sonolenta, então fui até ao quarto e deitei-me um pouco na cama do meu irmão (eu partilho o meu quarto com dois irmãos), mas sem intenção de adormecer, mas afinal eu acabei de adormecer, mas antes disso eu senti o meu pai, a minha mãe e o meu irmão sair de casa (era hora de almoço e eles tinham vindo a casa almoçar, menos o meu pai que está de férias e ia só acompanhar a minha mãe), depois eu acabei de adormecer.

Eu não faço a mínima idéia quando tempo havia passado, mas sei que acordei com o barulho do brucador vindo do quarto de banho (nessa altura estávamos a arranjar o quarto de banho) e ainda meia sonolenta eu pensei que era meu pai que já tinha chegado, então aconcheguei-me nos cobertores e voltei-me de barriga para cima sempre a ouvir o brucador a furar a parede, de repente senti muito frio, eu já tinha frio, mas nessa altura fiquei mesmo com MUITO frio, então quis levantar-me, mas alguma coisa deitou-se em cima no meu peito impedindo-me de me mexer, fiquei com medo e comecei a gritar pelo o meu pai, mas apesar de estar a gritar, não saía som da minha garganta. Com medo, eu não abri os olhos, mas pouco a pouco o som do brucador foi desaparecendo, tal como a força que me paralisava e o frio, continuei de olhos fechados, mas desta vez não por medo, mas por sono, pois não sei porque eu parei de sentir medo e o sono tomou conta de mim outra vez, pouco depois eu ouvi o meu telemóvel a tocar, deixei-o tocar até parar, então levantei-me a custo, saí dos quartos (o meu quarto e o outro quarto do meu outro irmão são juntos, tendo de passar primeiro no quarto do meu irmão Rúben para depois ir para o meu), olhei para o quarto de banho que fica ao pé das escadas e estranhamente vi-o vazio, nem sinal do meu pai ou de algum brucador, subi as escadas e cheguei á sala para buscar o meu telemóvel, quem tinha me telefonado tinha sido a minha mãe, telefonei-a para perguntar o que ela queria, então foi o que ela me disse que me deixou sem palavras. Ela telefonou só para dizer que o meu pai não tinha ido a casa durante o tempo em que dormia (mas ela não sabia que estava a dormir) porque ela e o meu pai tinham ido buscar o lavatório para o quarto de banho, e ela telefonou porque eu podia estar á procura do meu pai pois já era 16h e eu tinha adormecido ás 13h e tal. Desliguei o telemóvel e comecei a procurar a casa toda á procura de alguma entrada forçada, mas não vi nada, estava todo fechado, fiquei parva o resto do dia e ainda não percebo o que se passou, pois realmente eu ouvi o brucador a furar a parede do quarto de banho, senti algo a me paralisar e o frio a tomar o meu corpo, não sei o que era e para dizer a verdade, não quero saber.

___________

Quando tinha cinco ou seis anos (hoje tenho 17, caminho já para os 18) eu partilhava, e continuo a partilhar, o quarto com dois dos meus quatro irmãos, e o meu quarto nessa altura era o quarto de entrada para o outro quarto que é agora o meu, dividido por uma parede e só podendo entrar por uma porta que está sempre aberta.

Numa noite, á doze ou treze anos atrás, eu acordei sem alguma razão aparente, simplesmente acordei e como a minha cara estava voltada para a janela eu vi um vulto de um homem alto e muito magro á frente desta e pareceu que não tinha notado que eu tinha acordo, eu fiquei mesmo muito assustada e fiquei a ver o vulto sem me atrever a me mexer ou falar, afinal eu era uma miúda pequena, pouco depois o vulto andou pelo o meu quarto até á minha cama e foi para o quarto dos meus pais (era o quarto deles na altura), depois voltou para o meu quarto até á minha casa e voltou para o quarto dos meus pais, e assim repetitivamente até que muito tempo depois o meu pai acendeu a luz do quarto dele e o vulto não apareceu mais. O meu pai foi até ao quarto de banho e voltou ao quarto, nessa altura eu já estava sentada na cama e disse ao meu pai que estava alguém dentro de casa, mas meu pai disse que estava a sonhar, mas mesmo assim eu obriguei-o a abrir os roupeiros, mas só havia roupa lá dentro, o meu pai voltou para o seu quarto, apagou a luz e foi dormir. Pouco tempo depois o vulto apareceu, ficou em frente da janela durante algum tempo a olhar para mim, eu não vi olhos nenhuns, mas senti que ele estava olhando para mim, pouco depois ele correu até á passagem entre a minha cama e a cama de um dos meus irmãos e ficou lá, olhando para mim, eu não o vi olhando pra mim, pois estava de costas olhando a janela com os olhos muitos abertos, mas senti ele me observando, então pouco depois o vulto voltou ao seu "passeio" pelo o meu quarto e pelo o quarto dos meus pais e pouco tempo depois eu adormeci vendo o vulto passeando no meu quarto. Na manhã seguinte contei a todos, mas claro que ninguém acreditou numa miúda de cinco ou seis anos, mas sei que foi real, pois eu tinha demasiado medo para imaginar coisas ou para sonhar.

Carla - Ilha da Madeira - Portugal
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Fonte: alemdaimaginacao.com
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