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O CRUZEIRO DA SERRA TALHADA

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Mensagem por † Lobo † em Qui 30 Ago 2012 - 0:34

"Se aventurar à noite em locais desconhecidos é uma aventura que pode se transformar em uma experiência Além da Imaginação!"

Esta história que eu vou contar aconteceu quando eu ainda era adolescente e morava em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.
Na época, eu tinha 17 anos e, como todo adolescente, gostava de viajar e todos tínhamos vontade de passar um final de semana no balneário do Caldas, que fica na cidade de Barbalha, localizada no sul daquele estado.
Fizemos então os preparativos para nossa aventura, porém combinamos que não iríamos ficar em hotel, pois assim poderíamos aproveitar bem as noites.
Ficaríamos num lugar que chamam de "O Cruzeiro", onde durante o dia muitas pessoas costumam acampar.
Dizem que, à noite, o local se torna mal assombrado.

Tudo correu às mil maravilhas durante o dia. Nos divertimos muito no balneário e, ao entardecer, fomos ao tal Cruzeiro passar a noite.
Éramos oito pessoas: quatro homens e quatro mulheres.
Levamos apenas uma barraca e vários colchonetes.
Fizemos uma fogueira e ficamos conversando besteira.
A vista era muito bonita de lá.
O céu estava limpo e a lua clareava bastante.
Até então havia corrido tudo bem. Porém, o resto de nossa noite iria se transformar num pesadelo dos mais horríveis.

Mais tarde da noite começamos a ouvir um barulho que vinha da mata próximo onde estávamos.
Pensamos em algum animal, mas com a fogueira acesa ele não se aproximaria.
Tentamos ficar calmos para não assustar as meninas, mas estávamos temerosos, pois nenhum de nós tinha trazido nenhuma espécie de arma.
Foi quando minha namorada deu um grito e todos se levantaram assustados.
Ela disse ter visto um homem passando na mata.
Não tinha mais como manter a calma. Estávamos realmente apavorados.

Para voltar ao vilarejo onde ficava o balneário, teríamos que atravessar a mata.
Então resolvemos que só voltaríamos quando amanhecesse.
Nesse momento começamos a ver vultos aparecerem da mata. Um, depois outro, até formar um total de dez vultos. Apontavam para nós e cochichavam palavras incompreensíveis.
De repente, se viraram e voltaram para a mata.
Pedimos para as meninas ficarem dentro da barraca enquanto decidíamos o que fazer.
Resolvemos que dois de nós ficariam e dois iriam ver o que estava acontecendo.
Foi um erro. Não deveríamos nunca ter ido atrás daqueles vultos.

Eu e outro colega pegamos um pedaço de pau e seguimos com muito medo, mas não podíamos demonstrar.
Quando entramos na mata, comecei a sentir uma fadiga nas pernas.
Ouvia gritos e gemidos de desespero. Notamos vultos passando rapidamente por entre os arbustos.
Perguntei quem estava lá, mas não tive resposta.
De repente, vozes vindo de todas as direções nos deixaram confusos.
Começamos a correr e nos perdemos uns dos outros.

Maior foi minha surpresa quando uma criança de mais ou menos uns dez anos apareceu em minha frente e disse:
“Por favor, nos ajude”. A criança pegou na minha mão e me levou a um local próximo onde estávamos.
Sua mão era gelada. Lá chegando, vi um caminhão virado e vários corpos no chão.
Fiquei sem saber o que fazer. Pedi a criança que aguardasse que eu iria pedir ajuda.
Ela então se ofereceu para me levar ao acampamento.

Quando cheguei, contei a todos o que eu tinha visto e decidimos pedir ajuda.
A criança tinha sumido e imaginamos que ela havia voltado para o local do acidente.
Quando chegamos ao vilarejo, procuramos o posto policial e contamos o que tinha acontecido.
O policial deu uma risada na nossa cara.
Não entendemos nada na hora, mas ele contou que há dez anos atrás um caminhão carregando dez adultos e uma criança havia virado na estrada e que ninguém sobreviveu.
Desde então, muitas pessoas têm visto coisas sobrenaturais no lugar.

No outro dia, resolvemos ir até o local do acidente.
Lá encontramos onze cruzes e muitos restos de vela que foram acesas em memória daquelas infelizes almas.

Com certeza fomos então visitados pelos fantasmas das vítimas daquele acidente na noite passada.
Não é preciso nem dizer que eu fiquei pálido e com os cabelos em pé.

No mesmo momento fomos embora daquele lugar.
Essa experiência ficou gravada em nossas mentes e até hoje comentamos aquele incidente, o qual nunca será esquecido, pois foi algo "Além da Imaginação".

Edilânio Carlos - CE - Brasil
Bom Medo ExtremoO CRUZEIRO DA SERRA TALHADA Novas10
Fonte: alemdaimaginacao.com
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