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O Mistério do Cerrado

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Mensagem por † Lobo † em Seg 21 Jan 2013 - 23:41

O Mistério do Cerrado Entre127

O ano era 1999. Nessa época eu me recordo que na minha rua os guris adoravam inventar. Nessa época todos os garotos e garotas da rua estavam naquela fase de descobertas. Eu era um tantinho mais novo do que a maioria, mas sempre participava das brincadeiras, tipo: Esconde-esconde, jogo da garrafa e pega-pega.

Tinha vezes em que a gente mexia com o sobrenatural, fazendo aquelas brincadeiras de chamar a loira do banheiro, jogo do copo, etc....
Tudo na verdadeira inocência, até que um dia do mês de Dezembro, já próximo ao Natal, todo mundo tava combinando de pegar galhos no cerrado (Vegetação dominante aqui no DF).

Nós fomos, estávamos em 14, sendo 10 meninos e 4 meninas. Ninguém contou para os pais que íamos buscar galhos no cerrado. Eu fui o último a sair e quando ia chegando no cerrado eles já estavam um pouco a dentro. Eu podia ouvir eles conversando besteiras.

Fui seguindo os sons até que meu colega ficou para trás também porque ia urinar. Daí eu me encontrei com ele e fomos seguindo a conversa de todo mundo até que em um momento todos pararam, sendo que eu e meu colega que ficou para trás conseguimos alcansar o resto da turma.

Então eu perguntei: "Tem muita madeira aqui?" Meu colega Diego disse: "Não, é porque acho que a Camila e o Jeferson se perderam do grupo". Nós estamos em 12 aqui. Nesse momento o Diego contou e verificou que haviam 12 pessoas no grupo.
O grupo original era de 14 pessoas.

Preocupados, fomos em busca do Jeferson e da Camila, mas ao mesmo tempo sempre atrás de madeira também, sendo que todos se mantinham juntos para não acontecer de mais ninguém se perder. Passamos uns 10 minutos caminhando até que eu vi O Jeferson com a Camila bem distante, fazendo (vocês sabem o que). Eu dei um grito, e foi aí que eles ouviram e rapidamente se vestiram.

Todos viram aquela cena e cairam na risada, mas eu sentia que tinha algo de diferente no grupo. Eu me perguntei: "Somos em 14 certo?". Então eu contei as pessoas do grupo, e deu 15. Então eu contei novamente e deu 15 de novo. Fiquei olhando a cara de todo mundo, pois eu conhecia todos do grupo.

Foi então que meu amigo Breithner falou: "voce chamou mais alguém para vir conosco, Gustavo?" "Claro que não", eu respondi". Ele também começou a olhar o rosto de todos, então eu e o Breithner paaralizamos por uns segundos e eu virei pra ele e perguntei: "Você viu o que eu vi?"

Ele querendo negar com a cabeça respondeu: "sim". Havia um garoto estranho no meio do grupo. Eu dei um grito e falei para todo mundo: "Vem todo mundo aqui". Rapidamente o pessoal parou e veio. Deviam achar que eu me machuquei.

Eu contei que éramos em 15. Então o Diego contou novamente, e quando ele chegou no 14 ele parou o dedo na Camila, e de uma forma desesperada contou bem rápido 15, 16, 17 e quando chegou no 18 já estava correndo como todo mundo. Haviam muitos garotos estranhos no grupo, que surgiram misteriosamente não se sabe de onde, pois não havia mais ninguém por lá.

Eu me lembro que eu corri tanto que eu era o primeiro na frente de todos, e para acabar com os nervos da gente uma das meninas a Isabel correu e parou com medo. Eu me lembro de ter parado junto com o Diego, e ele deu um puxão no braço da Isabel, servindo para dar um "gás" nela, que começou a correr junto com o resto do pessoas.

Chegamos no asfalto e continuamos correndo até chegar na esquina da nossa rua. Todos ficaram parados. A rua tava movimentada com carros passando, pois estava próximo do natal. Então o Jeferson disse: "Agora vamos contar em quantos estamos". Deu 14, da mesma forma do momento em que saímos.
Todos estavam pasmos. Nesse momento começamos à rir de tanto medo.

Sabe aquela tipo de risada que surge para a pessoa se acalmar? Pois é, foi assim. Com relação aos garotos a mais que estavam no grupo no momento da contagem, eu me recordo que havia um rosto estranho mas ao mesmo tampo conhecido, parecendo que a minha mente estava sendo enganada, estava confusa.

Hoje todo mundo se recorda desse episódio, e a explicação para tal fato, alguns dizem que foi porque daquele lado do cerrado, alguns ciganos que acampavam por lá sequestravam crianças da vizinhança matá-los em rituais macabros, e outros diziam sobre estranhas criaturas que viviam no cerrado.

Eu não sei o que foi, só sei que até hoje eu não ponho os pés naquele local do cerrado novamente.

Gustavo Caniggia - DF - Brasil
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